[Hybrid Pratic]

29/12/2003 14:42
Bom, e aí, galera, como foi o Natal de vocês? O meu foi aquela mesma parada de sempre, niente de novidades... Ao menos, eu consegui a nova coletânea do Red Hot Chili Peppers, mas nunca me deixaram ouvir até o final até agora...
Bom, mas agora vamos à "coluna" Por Que Não Ver o Filme da Tela Quente... Podem me meter o pau, até porque eu também gosto de tudo que vem do Oriente, mas preciso manter a consistência aqui... (resenha adaptada do site ZeroZen.com.br):

Na década de 80, a Rede Globo (sempre ela) exibia nas terças-feiras, a uma e meia da manhã, a Sessão Kung Fu. Nestes filmes, os lutadores brigavam 15 minutos no chão, depois voavam para o telhado e continuavam a pancadaria. O diretor Ang Lee (Razão e Sensibilidade, Hulk) resolveu copiar os velhos truques dos filmes de artes marciais. Para surpresa geral, O Tigre e o Dragão se tornou um sucesso arrasador. Tanto que, depois de arrecadar 73 milhões de dólares, tornou-se o filme de língua estrangeira de maior bilheteria nos Estados Unidos, destronando A Vida É Bela.

Só que o filme de Ang Lee, no fundo, é a mesma farofa de sempre, com alguma ou outra solução visual mais interessante. Tudo para agradar às platéias acostumadas com os pontapés impossíveis de Matrix. No fim das contas, dá vontade de rever Operação Dragão com o Bruce Lee.

O Tigre e o Dragão começa quando o guerreiro Li Mu Bai (Chow Yun-Fat) resolve se livrar de sua legendária espada -- no bom sentido, é claro. Assim, envia a Pequim sua companheira de longa data, Yu Shu Lien (Michelle Yeoh). Li está apaixonado por Yu, mas como declarações de amor nunca foram o forte dos guerreiros orientais, ele aguarda uma chance de se confessar.

Chegando na cidade, Yu entrega a espada a um antigo amigo de seu pai, Sir Te (Lung Sihung), um respeitado líder local. Ela aproveita para conhecer a destemida Jeri (Zhang Ziyi) uma moça prometida em casamento, mas que está mais a fim de fubanguear. De repente, na calada da noite, a mítica espada (epa!) é roubada. As supeitas caem sobre uma famosa ladra, a Raposa Jade (Cheng Pei-Pei).

Yu começa a investigar o caso. Ela quer resolver tudo o mais rápido possível. Assim, o seu amado Li pode finalmente descansar desta vida de guerreiro. Só que as coisas não saem como ela esperava. Uma guerreira misteriosa surge e a pancadaria rola frouxa. Cenas impossíveis e hilárias tomam conta do filme. Como o filme se passa na China antiga, provavelmente o pessoal ainda não tinha sido avisado da Lei da Gravidade.

Claro que o roteiro entrega de mão beijada que a inocente Jeri é a lutadora misteriosa. Treinada pela Raposa Jade, superou a professora e consegue rivalizar até mesmo com Li -- tudo isso em intermináveis cenas de batalha. O diretor torce descaramente por Jeri. A cena que a heroína destrói sozinha um bar é pura Sessão Kung Fu.

No final das contas, se O Tigre e o Dragão não empolga, é porque não se faz mais Bruce Lee como antigamente. Mas, com certeza, vai ficar mais difícil daqui para frente esculhambar um filme do Van Damme...

FICHA TÉCNICA
TÍTULO ORIGINAL: Crouching Tiger, Hidden Dragon (Wo Hu, Cang Long)
NACIONALIDADE: Hong Kong
ANO DE PRODUÇÃO: 2000
DIRETOR: Ang Lee
ELENCO: Chow Yun Fat, Michelle Yeoh, Zhang Ziyi, Chang Chen, Cheng Pei Pei, Lung Sihung.
DURAÇÃO: 1h 59min.
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OK, podem me cobrir de porrada, me mandar um monte de palavrão, mas eu coloco isso aqui porque eu tinha pensado em algo a mais pro blog.

Como eu não vou estar aqui na virada do ano (no bom sentido, claro), eu desejo um Y2K4 cheio de realizações a todo mundo que tá lendo agora e também pra quem não tá lendo, mas merece (que não é pouca gente!)

Então, T+ GALERA!!! ATÉ Y2K4!!!
enviada por 7th son of a 7th Son






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