[Hybrid Pratic]

04/01/2004 20:41
E aí galera, como foi a passagem de ano? Beleza? A minha foi legal, tirando por um trauma que eu peguei... Foi o seguinte: Como meus pais sempre fazem, eu fui "convidado" a ir à praia com eles. Quando me abaixei pra tirar minhas sandálias (alpercatas, é bom que se diga), só ouvi aquele estrondo no meu ouvido direito! É que tinham uns sem noção soltando foguete em uma trajetória oblíqua (em curva, como se fosse um arco. Hybrid Pratic também é cultura, porra!) a uns 400 metros de onde a gente tava. Maluco... na hora, nem pensei no espírito de Ano Novo: xinguei a mãe do indivíduo!!! Mas ainda bem que foi só o susto...

Bom, agora, pra começar o ano, vamos a mais uma "coluna" Por Que Não Ver o Filme da Tela Quente!!! OK, as meninas podem cair de pau em cima de mim, mas convenhamos que Farrah Fawcett e cia. tinham mais "chalme" que Cameron, Drew e Lucy (embora eu goste desta última) juntas, ne? (resenha adaptada do site ZeroZen.com.br)

Pense bem: o que é melhor do que uma uma investigadora gostosa? Três investigadoras gostosas. Todo o filme As Panteras se resume nisso. O charme da série de TV da década de 70 foi para o espaço. Restaram seqüências de lutas marciais roubadas descaradamente de Matrix (o que já não é necessariamente uma garantia de qualidade, mas é como dizia Laviosier: nada se cria, tudo se copia -- descaradamente, neste caso) e a exploração do carisma das atrizes.

Natalie (Cameron Diaz), Dylan (Drew Barrymore) e Alex (Lucy Liu) são três mulheres recrutadas por um misterioso Charlie para fazerem parte de uma agência de detetives. Elas são ciceroneadas pelo atrapalhado Bosley (um Bill Murray decadente e sem graça). As semelhanças com o seriado original criado por Ivan Goff e Ben Roberts param por aí. Aliás, o roteiro que passou pelas mãos de nada mais nada menos do que 17(isso mesmo: DEZESSETE!!!) pessoas é um primor de inteligência. (ironicamente, claro)

Um brilhante engenheiro, Eric Knox (Sam Rockwell) é seqüestrado. O suspeito principal é um magnata das comunicações, Roger Corwin (Tim Curry). Corwin estaria atrás de um dispositivo criado por Knox que funcionaria como um DNA de áudio (!?!) capaz de localizar qualquer pessoa pela voz. Assim, a presidente da Knox Tecnologia, Vivian Wood (Kelly Lynch) pede socorro às Panteras para salvar o planeta e o mundo livre.

Mas é aquela velha história: não é por que quase todo o mundo usa Windows que é preciso acreditar no sistema. Claro que as coisas nem sempre são o que parecem e as três investigadoras vão ter de usar milhares de disfarces, centenas de perucas diferentes e inúmeros golpes de caratê até resolver o instigante enigma. Como o filme dirigido pelo inexpressivo McG (quem? quando? como?) não se leva a sério e prefere acreditar que rir de um roteiro tão pífio é o melhor remédio, Cameron Diaz, Drew Barrymore e Lucy Liu se transformam nas Três Patetas de Hollywood.

O problema é que, no quesito comédia, só Lucy Liu (do seriado Ally McBeal) mostra algum talento. A melhor cena do filme é dela, ao se disfarçar de uma consultora de qualidade total. Uma curiosidade: o namorado de Lucy no filme é Matt LeBlanc, que repete o papel de aspirante a ator que faz no seriado Friends. É bem possível que ele tenha até utilizado os mesmo diálogos da série. Cameron Diaz faz o papel dela mesmo, ou seja, loira burra -- e não compromete. Já Drew Barrymore, que é também a produtora executiva do filme e que deu um jeito de colocar o seu namorado e VJ da MTV americana Tom Green no elenco, está fagocitável -- e só. Diga-se de passagem, foi idéia de Drew que na versão para o cinema as Panteras não usassem armas. Sabe como é: quem aos 8 anos já fumava maconha não tinha muito tempo para assistir televisão...

As Panteras também merecem destaque no quesito pontapés. Depois de Matrix, um chute na cara se transformou em um épico maior do que Os Lusíadas(escrito em 1572 por Luís V. de Camões). As heroínas começam a dar um golpe na segunda e só terminam no sábado (maldito bullet-time...). São tantas seqüências impossíveis e ridículas que, dentro em breve, os filmes de Bruce Lee vão se transformar em exemplos de seriedade narrativa.

Outro momento infeliz de As Panteras é a invasão de um cofre supersecreto. Desde Missão Impossível ninguém agüenta mais. Todo mundo tem de invadir laboratórios inexpugnáveis ou fortalezas indevassáveis. Dífícil mesmo é abrir uma lata de sardinhas sem abridor ou comprar um apartamento financiado.

No fim das contas, para ver As Panteras é preciso fazer que nem o diretor e os 17 roteiristas: deixar o cerébro em ponto morto. Se o atual cinema americano é feito para vender pipoca, as Três Patetas cumprem bem a sua função (nos 10 primeiros dias de exibição, o filme faturou US$ 75 milhões nos EUA). Só ficou faltando mesmo a guerra de tortas...

FICHA TÉCNICA
TÍTULO ORIGINAL: Charlie's Angels
NACIONALIDADE: EUA
ANO DE LANÇAMENTO: 2000
DIRETOR: McG (só isso? Não era melhor esse cara usar o nome verdadeiro dele, mesmo que fosse mais complicado do que John Frankenheimer?)
ELENCO: Drew Barrymore, Cameron Diaz, Lucy Liu, Bill Murray, Matt LeBlanc, Sam Rockwell, Tim Curry, Tom Green, Kelly Lynch...
DURAÇÃO: 1h 38min.

NOTA ADICIONAL: Além do filme, o tal McG também assinou o clipe da horrível música do filme, Independent Woman, executada pelo Destiny's Child (que, por sinal, revelou Beyoncé para o estrelato).

Hmmm... é isso. Não tenho mais o que postar aqui, então até a próxima (pode ser amanhã, na semana que vem, no mês que vem...)

[]'s prus mano e :*'s pras mina, T+
enviada por 7th son of a 7th Son



29/12/2003 14:42
Bom, e aí, galera, como foi o Natal de vocês? O meu foi aquela mesma parada de sempre, niente de novidades... Ao menos, eu consegui a nova coletânea do Red Hot Chili Peppers, mas nunca me deixaram ouvir até o final até agora...
Bom, mas agora vamos à "coluna" Por Que Não Ver o Filme da Tela Quente... Podem me meter o pau, até porque eu também gosto de tudo que vem do Oriente, mas preciso manter a consistência aqui... (resenha adaptada do site ZeroZen.com.br):

Na década de 80, a Rede Globo (sempre ela) exibia nas terças-feiras, a uma e meia da manhã, a Sessão Kung Fu. Nestes filmes, os lutadores brigavam 15 minutos no chão, depois voavam para o telhado e continuavam a pancadaria. O diretor Ang Lee (Razão e Sensibilidade, Hulk) resolveu copiar os velhos truques dos filmes de artes marciais. Para surpresa geral, O Tigre e o Dragão se tornou um sucesso arrasador. Tanto que, depois de arrecadar 73 milhões de dólares, tornou-se o filme de língua estrangeira de maior bilheteria nos Estados Unidos, destronando A Vida É Bela.

Só que o filme de Ang Lee, no fundo, é a mesma farofa de sempre, com alguma ou outra solução visual mais interessante. Tudo para agradar às platéias acostumadas com os pontapés impossíveis de Matrix. No fim das contas, dá vontade de rever Operação Dragão com o Bruce Lee.

O Tigre e o Dragão começa quando o guerreiro Li Mu Bai (Chow Yun-Fat) resolve se livrar de sua legendária espada -- no bom sentido, é claro. Assim, envia a Pequim sua companheira de longa data, Yu Shu Lien (Michelle Yeoh). Li está apaixonado por Yu, mas como declarações de amor nunca foram o forte dos guerreiros orientais, ele aguarda uma chance de se confessar.

Chegando na cidade, Yu entrega a espada a um antigo amigo de seu pai, Sir Te (Lung Sihung), um respeitado líder local. Ela aproveita para conhecer a destemida Jeri (Zhang Ziyi) uma moça prometida em casamento, mas que está mais a fim de fubanguear. De repente, na calada da noite, a mítica espada (epa!) é roubada. As supeitas caem sobre uma famosa ladra, a Raposa Jade (Cheng Pei-Pei).

Yu começa a investigar o caso. Ela quer resolver tudo o mais rápido possível. Assim, o seu amado Li pode finalmente descansar desta vida de guerreiro. Só que as coisas não saem como ela esperava. Uma guerreira misteriosa surge e a pancadaria rola frouxa. Cenas impossíveis e hilárias tomam conta do filme. Como o filme se passa na China antiga, provavelmente o pessoal ainda não tinha sido avisado da Lei da Gravidade.

Claro que o roteiro entrega de mão beijada que a inocente Jeri é a lutadora misteriosa. Treinada pela Raposa Jade, superou a professora e consegue rivalizar até mesmo com Li -- tudo isso em intermináveis cenas de batalha. O diretor torce descaramente por Jeri. A cena que a heroína destrói sozinha um bar é pura Sessão Kung Fu.

No final das contas, se O Tigre e o Dragão não empolga, é porque não se faz mais Bruce Lee como antigamente. Mas, com certeza, vai ficar mais difícil daqui para frente esculhambar um filme do Van Damme...

FICHA TÉCNICA
TÍTULO ORIGINAL: Crouching Tiger, Hidden Dragon (Wo Hu, Cang Long)
NACIONALIDADE: Hong Kong
ANO DE PRODUÇÃO: 2000
DIRETOR: Ang Lee
ELENCO: Chow Yun Fat, Michelle Yeoh, Zhang Ziyi, Chang Chen, Cheng Pei Pei, Lung Sihung.
DURAÇÃO: 1h 59min.
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OK, podem me cobrir de porrada, me mandar um monte de palavrão, mas eu coloco isso aqui porque eu tinha pensado em algo a mais pro blog.

Como eu não vou estar aqui na virada do ano (no bom sentido, claro), eu desejo um Y2K4 cheio de realizações a todo mundo que tá lendo agora e também pra quem não tá lendo, mas merece (que não é pouca gente!)

Então, T+ GALERA!!! ATÉ Y2K4!!!
enviada por 7th son of a 7th Son